O Poder de Ser

A evolução e a reinvenção da Humanidade passa, cada vez mais, por acolhermos a diversidade singular em toda as sua extensão numa isenção absoluta de rótulos sociais.

Por Teresa Vilhena


Na Biologia do mundo natural observamos a beleza da coesão da Estrutura e a da morfologia biológica, que mantêm as linhas evolutivas. A Estrutura refere-se às ligações e relações entre elementos envolvidos numa mesma realidade. Na Biologia, o conceito de estrutura de um organismo refere-se ao modo como as várias partes desta realidade, que formam o organismo como um todo e o constituem, estão organizadas. Quando há uma estrutura e consequente morfologia biológica optimizada para um dado ambiente, ambas estão garantidamente conservadas. No entanto, dentro da mesma estrutura, assistimos também ao surgimento da diversidade e da diferença. É este paradoxo entre a conservação e a diversidade que permite o surgimento daquilo que é singular e único. Assim, é nas singularidade e unicidade que a Vida cria espaço para a sua simultânea conservação e evolução.


Existe, desta forma, um equilíbrio magnífico de forças, aparentemente opostas e contraditórias, mas que fazem parte da mesma equação:


Conservação ⇄ Diversidade = Vida


Se olharmos para o Ser-Humano enquanto espécie, constatamos que partilhamos, como Humanidade, a mesma estrutura bio-energética, constituída por uma diversidade imensa.


Esta diversidade é múltipla, abrangendo diferenças fenotípicas (cor de pele, cor dos olhos, cor de cabelo, formatos de corpo, mãos, rosto, etc..), ou de outras ordens específicas e singulares, como as aptidões, capacidades, talentos, dons ou inteligências.


Enquanto sistema humano, temos evoluído para uma tendência de catalogação e rotulação de subsistemas específicos e definidos, contudo, a evolução e a reinvenção da Humanidade nos tempos atuais passa, cada vez mais, por acolhermos a diversidade singular em toda as sua extensão - física, emocional, mental e espiritual- , numa isenção absoluta de arquétipos e rótulos sociais.


A humanidade global começa na humanização do Ser individual.


Assim, o poder da reinvenção da Humanidade reside no poder de cada sistema individual em expressar a sua singularidade diversa de forma consciente, sabendo que essa expressão e manifestação serve à conservação de uma estrutura maior: a do Sistema Humano como um Todo, a Humanidade Global.


A partir deste lugar, olhamos para o movimento de individuação não como individualista e separado, mas sim como integrado e otimizado: como uma célula num órgão, onde a existência harmoniosa da célula é individual, mas serve um todo maior, sendo parte essencial do órgão que integra.


O caminho da evolução, feito por seres individuais constituintes de um sistema maior, a nossa Humanidade, leva-nos assim a uma função única global, tal como a da célula: o dever individual de formar um corpo, a Humanidade. De forma o mais alinhada possível, Ser(mos) expressão e manifestação da diversidade existente.


#Estrutura # SerIndividual #Diversidade #Unicidade



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